A Arte Minima recupera, toca e grava a polifonia portuguesa dos séculos XV, XVI
e XVII a partir dos manuscritos e impressos originais — obras que, na sua maior parte, nunca ou
raramente foram ouvidas nos nossos dias.
Fundada em 2011 por Pedro Sousa Silva, trabalha directamente sobre as fontes primárias, sem
mediação de edições modernizadas, e leva essa opção filológica a todos os aspectos da
interpretação: teoria musical, instrumentos e afinações históricas. É daí que vem o essencial
do seu trabalho — a primeira audição moderna de reportório que estava apenas em arquivo:
quinze peças inéditas das Sés de Braga e do Mosteiro de São Bento da Vitória em
In Splendoribus, a primeira gravação dedicada a Francisco de Santa Maria e a integral
dos motetos de Vicente Lusitano, concluída em 2026.
Desde 2021, a Arte Minima grava em média um disco por ano, com edições da Pan Classics e da
note one music e difusão na BBC Radio 3, na Radio France, na SWR2 Kultur e na Antena 2.
Em palco, apresenta-se com regularidade nos mais importantes festivais nacionais, como a
Temporada Música em São Roque, o Festival de Música dos Capuchos, o Spatia Resonantia e os
festivais de música de Leiria e de Bragança, e internacionalmente em Madrid (Festival
Internacional de Arte Sacro, 2024), Helsínquia (Aurore Festivaali, 2025) e Nápoles
(Fondazione Turchini, 2025).